segunda-feira, 20 de maio de 2013

Agricultores comemoram colheita de acerola no Assentamento Maísa



Mesmo diante da situação de seca, as 110 famílias do Projeto de Assentamento Pomar, no Complexo Maisa, estão comemorando o sucesso da colheita da acerola. Até agora, cerca de 50 toneladas da fruta já foram colhidas, e a expectativa é de que ainda nessa colheita se chegue a 70 toneladas. Nessa época, a fruta é colhida todos os dias, inclusive sábados e domingos, para que eles deem conta da demanda.

As chuvas que aconteceram nas primeiras semanas do mês de abril foram responsáveis pelo aumento da produção da acerola na comunidade. “Estamos colhendo a safra do período chuvoso. Aqui ele foi curto, mas nos ajudou, e nós completamos com a irrigação”, destacou Luiz Paraná, um dos produtores do assentamento.

O fato de ter chovido e aumentado a produção fez com que os agricultores tivessem que pedir auxílio a outras pessoas para colheita, o que está dando oportunidade para 40 empregos indiretos durante esse período. Um deles foi o de José Egídio da Silva, que mora na Vila Maísa  “Trabalho cerca de 20 a 30 dias na colheita e isso já é uma ajuda para o meu sustento e da minha família”, disse.

O agricultor Bruno Martins possui plantação irrigada, mas também de sequeiro e comemora a safra advinda das chuvas, nos lotes onde não trabalha com a irrigação. “Colhemos 500 quilos de acerola de sequeiro até agora e quatro mil quilos na parte irrigada. É uma situação boa, mas se tivesse vindo mais chuvas, a parte de sequeiro faria a mesma quantidade da irrigada”, afirmou.

Bruno Martins disse que em tempos de colheita irrigada e de sequeiro, só a família não dá conta. “Somos sete pessoas lá em casa, mas mesmo assim tivemos que chamar uns amigos para ajudar, o que significa mais empregos para a comunidade e até para pessoas dos assentamentos vizinhos”, destacou.

A realidade é que as chuvas, mesmo em um curto período de tempo, prolongaram a safra. “Se fosse só o que colhemos geralmente com a irrigação, a safra já tinha acabado, mas ainda devemos completar as 70 toneladas de frutas colhidas”, afirmou Luiz Paraná.

Na câmara fria que armazena a produção, havia 3.140 quilos de acerola, referentes à produção colhida em um dia pelos agricultores. “Toda ela vai para a Fábrica de Sucos Maisa, que compra sempre a nossa produção”, explicou o agricultor.

Um dos problemas que eles têm enfrentado está relacionado ao selo de qualidade. “A acerola que produzimos é completamente orgânica, mas temos que vender como se fosse convencional, pois não temos o selo. A empresa de sucos nos prometeu que nos ajudaria nesse sentido, mas até agora nada. Há oito anos produzimos sem nenhum composto químico, mas temos que vender como convencional e perdemos R$ 0,25 por quilo. Acho que o governo e a Emater também deviam nos ajudar nesse sentido”, continuou Paraná.

A perspectiva dos agricultores é de que essa colheita siga por mais duas ou três semanas. “Só temos o que comemorar nesses dias, pois além da colheita nos lotes coletivos, temos a nossa produção individual, até mesmos nos nossos quintais. Lá em casa, por exemplo, devemos colher até o final da safra cerca de três toneladas, só dos pés de acerola do quintal”, concluiu Luiz Paraná.

No Assentamento Pomar, as famílias plantam e colhem em uma área de 20 hectares, sendo desses cinco de produção de sequeiro, que dependem apenas das chuvas.


Informações e Foto: Gazeta do Oeste
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