sexta-feira, 27 de setembro de 2013

DNOCS explica projeto irrigado, mas populares demonstram ser contra


Durante toda a manhã desta sexta-feira (27), o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Apodi-Mossoró em conjunto com diversos nomes políticos e populares de Apodi e cidades vizinhas, discutiram o falado projeto irrigado da Chapada do Apodi.


Atendendo ás solicitações do povo, o DNOCS enviou um de seus técnicos para explicar como irá funcionar o projeto. Marcus Rangel, relatou que o perímetro irrigado é um projeto grandioso que já teve suas obras iniciadas com o apoio da prefeitura municipal de Apodi. Segundo Marcus, toda a produção será orgânica, sem nenhum uso de defensivos agrícolas.


Quando aberta a palavra ao público, viu-se a rejeição da proposta do agronegócio pela população através de seus representantes. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Apodi, Edilson, foi sucinto ao dizer que não é justo diversas comunidades da chapada ter acesso á água farta, enquanto que na região da pedra, 22 comunidades sofre com a seca.




A representante do Programa Terra-Viva, relatou que 29 empresas do agronegócio irão se instalar na região, sendo que uma única empresa existente já afeta diretamente á população. "Já existe uma empresa desse tipo, e a população já sente as consequências. Imagine 29? Não pensem que o agronegócio é amigo. O agronegócio não é amigo de ninguém", disse ela.


Outra questão abordada na reunião, foi o desapropriamento das mais de 500 famílias situadas nas terras onde será implantado o projeto. Questionaram, se o prefeito Flaviano Monteiro já teria algum projeto de construção de casas para o abrigo dessas famílias. Em sua fala, Flaviano não tocou no assunto.

O Projeto Irrigado da Chapada do Apodi vem gerando diversas discussões deste quando foi lançado a ideia. Sua execução é de responsabilidade do governo Federal, através do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS).



Josemário Alves - Redação SOS Notícias do RN
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