sexta-feira, 11 de outubro de 2013

EMPARN prevê estiagem nos próximos meses e deixa criadores preocupados


Os meses que se sucedem serão de turbulências para os criadores de animais do Rio Grande do Norte. A previsão é que a vegetação se torne cada vez mais seca e os reservatórios evaporem rapidamente. As informações são do meteorologista da EMPARN, Gilmar Bristot.

A enorme e severa estiagem que atingiu toda a região nordeste desde o final do ano de 2011 até 2013, deixou marcas irreparáveis para o pequeno agricultor e pecuarista do sertão norte-rio-grandense. O Comitê Estadual de Combate aos Efeitos da Seca anunciaram que os prejuízos superaram os R$ 5 Bilhões. Número altíssimo que jamais será esquecido por aqueles que sentiram na pele a falta de chuvas no campo.

Em Abril do corrente ano, o sertanejo sentiu renascer a esperança de dias melhores, pois a chuva voltou a cair abundantemente até o mês de julho. Para os animais, as precipitações vieram bem a calhar, fizeram nascer forragens e encheram reservatórios. Para a agricultura, o cenário não mudou muito, as incertezas de chuvas impediram o plantio de grãos pelo homem do campo.

Entretanto, a forte insolação existente na região, facilita a evaporação das águas reservadas nos açudes e lagoas, vindo novamente, preocupar aqueles que sobrevivem da criação e produção animal. Foi o que relatou Gilmar Bristot, em entrevista à Rádio Centenário de Caraúbas.

Bristot alertou para os próximos meses, onde a escassez de chuvas é habitual mas, que terá um efeito maior devido a forte estiagem sofrida nos últimos anos. Segundo ele, o quadro tende a se agravar, já que 160 dos 167 municípios potiguares decretaram situação de emergência, e o forte calor conduz à evaporação das poucas águas reservadas.

Durante a entrevista, o meteorologista deu a boa nova de que o ano de 2014 será de boas precipitações. O período chuvoso já deve iniciar agora no mês de dezembro, aliviando assim, o temor dos criadores em perder seus animais para a seca.

A região oeste do estado foi a que mais sofreu com a estiagem, criando um histórico de milhares de animais mortos devido a falta de água e comida. 

Por Josemário Alves
Jornal Tribuna do Vale
Foto: Novo Jornal
type='text/javascript'/>