sábado, 16 de agosto de 2014

Araken Farias acusa Inter TV Cabugi de privilegiar candidatos ao governo

Araken Farias: “A regra foi posta numa primeira reunião que seria igualitária, mas, na segunda, mudaram, dizendo que a regra seria”. Foto: Wellington Rocha
Do O Jornal de Hoje

O candidato do PSL a governador, Araken Farias, está questionando, oficialmente, na Justiça Eleitoral, suposto tratamento diferenciado dispensado pela InterTV Cabugi a alguns candidatos a governador, entre eles, um acionista da emissora, o candidato do PMDB, Henrique Alves (PMDB). Segundo Araken, a InterTV estaria descumprindo o artigo 28 da resolução 2.304, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que determina tratamento igualitário aos candidatos. Araken afirma que protocola nesta sexta, junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), representação, denunciando a prática e solicitando providências.

O candidato do PSL ataca as regras, segundo ele criadas pela InterTV, para promover o debate, agendado para as vésperas da eleição, no dia 5 de outubro. Ele afirma que participou de ao menos duas reuniões com a emissora, nas quais se tratou do debate, que inclui, ainda, entrevistas com os candidatos. O problema ocorre, segundo Araken, porque apenas os candidatos de partidos que têm representação na Câmara Federal terão direito a entrevistas em estúdio, de cinco e de oito minutos, no “RN TV” Primeira Edição e “RN TV” Segunda Edição, respectivamente, enquanto os demais postulantes, como ele, terão direito a apenas entrevistas gravadas, de dois minutos cada, a ser usada a critério da emissora.

“Estou questionando as regras que eles criaram para as entrevistas entre os candidatos, com tempo diferenciado”, afirma Araken. “Há uma regra na InterTV que diz que os candidatos Henrique Alves, Robinson e Robério, por terem representação federal, terão entrevistas no programa RN TV Segunda Edição, de cinco minutos, e outro programa de oito na Primeira Edição. Já o candidato Araken, por não ter representação federal, vai conceder dois minutos de entrevista gravada, a depender da escolha deles”.

De acordo com Araken, que é advogado e ex-diretor do Procon RN no governo Rosalba Ciarlini (DEM), a proposta da Intertv fere o Código Eleitoral, no capítulo da isonomia. “O Código Eleitoral está sendo ferido porque a emissora está dando tratamento privilegiado a candidatos. Inclusive um deles é acionista da própria TV”, aponta, afirmando que, entre a primeira e a segunda reunião em que se discutiu o debate, as regras foram alteradas pela InterTV.

“A regra foi posta numa primeira reunião que seria igualitária, mas, na segunda, mudaram, dizendo que a regra seria essa. Estou entrando na justiça eleitoral, questionando exatamente isso, porque o tratamento está desigual entre os candidatos, já que se trata de emissora de TV, uma concessão pública”, afirma.
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