terça-feira, 12 de agosto de 2014

Hospital Walfredo Gurgel retém macas e para onze ambulâncias do SAMU

Na manhã de ontem, 11 carros do Samu Natal e Metropolitano ficaram ‘presos’ na porta do Walfredo
Por Roberto Lucena / Tribuna do Norte
Editado por Portal SOS Notícias do RN

Mais de 40% das ambulâncias responsáveis pelos atendimentos de urgência e emergência na Região Metropolitana de Natal estavam paradas na porta do maior hospital público do Estado, o Walfredo Gurgel. O motivo da paralisação registrada na manhã desta segunda-feira (11/08), é um problema recorrente, mas que foi agravado pela suspensão de cirurgias eletivas desde a última semana. Com número de leitos insuficiente, o hospital é obrigado a “prender” as macas. Sem os equipamentos, as ambulâncias não podem circular e o atendimento fica prejudicado.

O número de ambulâncias paradas é volante. De acordo com enfermeiros e condutores dos veículos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência de Natal e Estado (SAMU Natal e SAMU Metropolitano), o problema, dessa vez, começou a se agravar no último domingo, dia 10. Na manhã de segunda, a reportagem do jornal Tribuna do Norte contou pelo menos onze ambulâncias paradas. Destas, cinco eram do SAMU Natal e seis eram do SAMU Metropolitano.

“Os pacientes não são liberados para as cirurgias e ficam internados ocupando os leitos. Quando não tem mais leito, ficam na maca do hospital. Quando acabam as macas do hospital, o jeito é ficar com a maca do SAMU. Infelizmente é assim que acontece”, explicou a diretora do Hospital Walfredo Gurgel (HWG), Fátima Pereira. A unidade médica possui, atualmente, 268 leitos e 80 macas.

Ao todo, os dois serviços têm 27 ambulâncias. O SAMU Natal possui 12 veículos, sendo 9 básicos e 3 avançados (UTI); e o SAMU Metropolitano é equipado com 12 ambulâncias básicas e 3 UTIs, totalizando 15 veículos. Além das onze ambulâncias do SAMU, o estacionamento do Walfredo Gurgel também abrigava uma ambulância de São Gonçalo, uma de Macaíba e três de Parnamirim.

As coordenações do SAMU Natal e Metropolitano não informaram qual foi o impacto da paralisação das ambulâncias no tempo de respostas das chamadas que chegaram à central de atendimento. O Ministério da Saúde (MS) preconiza o tempo de 15 minutos para esse atendimento, mas de acordo com servidores ouvidos pela reportagem, a média de ontem foi bem superior a isso.
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