quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Secretário municipal de obras teme novo desastre no bairro Mãe Luíza em Natal

(Foto: Guarda Municipal de Natal)
Por Tallyson Moura / Novo Jornal
Editado por SOS Notícias do RN

O secretário municipal de Obras Públicas e Infraestrutura de Natal, Tomaz Neto, antecipou-se ao prazo pedido pelo Ministério das Cidades e viajou a Brasília para cobrar celeridade na liberação dos recursos para as obras de reestruturação de Areia Preta. É que o secretário teme um novo desastre caso volte a chover intensamente na capital.

Na manhã desta terça-feira (05/08), a avenida Silvio Pedroza voltou a ser interditada para que retroescavadeiras removessem a areia que se depositou no local, no último final de semana. “Uma tubulação da Caern estourou por baixo da lona e acabou levando areia. Mas este problema já está sendo resolvido”, afirmou Tomaz Neto. “Vamos cobrar as respostas da análise para depois licitar a obra”. O ministério havia pedido até o dia 10 de agosto para analisar o projeto. 

Sem uma grande chuva, na opinião do secretário, o morro não volta a descer. Os maiores deslizamentos ocorreram num único final de semana, quando choveu em Natal o previsto para todo o mês de junho. A estimativa da prefeitura é de que tenha descido em direção à praia cerca de 70 mil toneladas de areia. Depois destes, ocorreram mais três deslizamentos relativamente menores. O saldo total foram 109 casas destruídas no bairro de Mãe Luíza.

No projeto da prefeitura, os R$ 8,3 milhões pleiteados junto ao Ministério das Cidades serão aplicados em obras de drenagem, pavimentação, urbanização, substituição da rede de água, escadaria da travessa Atalaia, e muro de contenção. 
Consequências dos deslizamentos ainda afetam os moradores das áreas atingidas pelas fortes chuvas – Foto Novo Jornal
(Foto: Novo Jornal)
A Secretaria Nacional de Defesa Civil já repassou para o município de Natal R$ 3,42 milhões para ações emergenciais, como atender o restabelecimento do fluxo de veículos na avenida Sílvio Pedroza e na rua Guanabara; proteger a encosta para evitar a expansão da erosão e instalar redes provisórias de águas pluviais e redes de esgoto.
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