quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Centro Cultural intensifica luta pelos direitos e história dos indígenas de Apodi

Da Redação / SOS Notícias do RN


O Centro Histórico Cultural Tapuias – Paiacus de Apodi, grupo este que busca os direitos dos descendentes indígenas e o resgate da história do município, vive um momento de luta no tocante a realização e construção de obras importantes para a reconstrução da identidade indígena apodiense. Dentre elas, destacam-se a construção de um museu e de uma comunidade Tapuia-Paiacu.

Para a presidente do Centro Histórico, Lúcia Tavares, essas obras irão preservar a história do município e garantir os direitos dos remanescentes indígenas ainda existentes na região.

A vice-presidente, Mônica Freitas, relata que que há uma grande dificuldade na reconstrução e preservação dessa história, uma vez que o Centro não recebe qualquer apoio do poder público. 
Artefatos históricos
A fim de manter um registro verídico, Mônica comenta que está escrevendo um livro com todos os fatos e acontecimentos que cercam os primeiros habitantes de Apodi.

“É um dos momentos mais importantes do Centro Histórico é esse resgate que vai tentar fazer em um livro sobre a reconstrução da identidade indígena apodiense. Nós, através da organização do Centro, tivemos a oportunidade de reunir fatos históricos famílias e peças líticas que contam muito sobre os primeiros habitantes de Apodi”, disse ela.

Recentemente, o Centro Histórico Cultural Tapuias-Paiacus firmou uma parceria com o Instituto Federal do Rio Grande do Norte, através da criação de um Núcleo de Estudos Afro-Brasileiro Indígenas (NEABI), para realizar ações de ensino, pesquisa e extensão sobre as várias dimensões das relações étnicos-raciais, de sensibilizar, colaborar e promover, ações estratégicas, produzindo e divulgando conhecimentos.
Lúcia Tavares, Mônica Freitas e Isaac Tôrres
Em Apodi, já são mais de 30 famílias que se auto declararam indígenas, mas de acordo com o IBGE, existem na cidade somente 14 inscritos como tal. Devido a isso, Lúcia Tavares ressalta a importância das famílias se auto declararem remanescentes indígenas em cadastros e pesquisas do IBGE.
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