domingo, 7 de dezembro de 2014

Lagoa do Apodi agoniza pela falta de iniciativa do poder público

Do Jornal Defato
Fotos: Arquivos 2013 / SOS Notícias doRN

Considerado um dos mais ricos e importantes mananciais hídricos do interior do Rio Grande do Norte, a Lagoa do Apodi sofre com os efeitos da seca que atinge o semiárido nordestino desde os últimos três anos. O volume de água do reservatório vem diminuindo rapidamente nos últimos meses, e causando sérios estragos com a mortandade de peixes que já preocupa algumas pessoas do município.

Com uma extensão de 15 quilômetros e largura de dois quilômetros, quando cheia a lagoa atinge uma profundidade de dez metros, o que a transformou ao longo dos anos na principal fonte de água potável da região do Vale do Apodi. Antes do início da perfuração de poços na cidade, a Lagoa do Apodi fornecia água tanto para o uso doméstico como para a irrigação agrícola da região. Como reservatório, seu potencial é imenso, atingindo, quando cheia, vinte milhões de metros cúbicos de água.
Segundo alguns moradores, a lagoa está secando mais rapidamente por falta de vontade política do que da estiagem.

De acordo com o ex-presidente da Colônia de Pescadores Z-48, Anael Alves, a lagoa só se encontra seca, por que um canal que trazia água do rio Apodi/Mossoró foi destruído na última enchente registrada na região e nunca mais foi recuperado.

“Hoje, toda a água do rio que deveria estar entrando na lagoa é desperdiçada. Então, é falta de vontade política. Já procuramos o prefeito Flaviano Monteiro, que foi uma pessoa que sempre lutou para salvar a lagoa, mas até agora nada foi feito. A lagoa do Apodi seca, causa prejuízo não apenas para os pequenos pescadores de nossa cidade como também para os pequenos produtores rurais. Estamos passando muita necessidade com essa situação”, destaca.

Segundo ele, algumas reuniões têm sido realizadas entre os pescadores, que estão organizando um novo movimento para tentar salvar a lagoa. Além disso, alguns prefeitos da região que também tem seus moradores atingidos com a seca da lagoa e de outros mananciais da região estão se reunindo para tentar uma solução para o problema. 
“Não estamos pedindo nada demais. Só queremos que devolva nosso local de trabalho, por que nossas famílias estão enfrentando dificuldades. Nenhum pai gosta de ver seus filhos passando necessidade sem ter como resolver, ainda mais sabendo que essa situação poderia ser evitada”, enfatiza.

O pescador disse que o movimento vai aguardar o prazo solicitado pelo prefeito, e no início de janeiro deverão se reunir novamente pata tentar uma solução para evitar que a lagoa desapareça.
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