quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Sobe número de crimes violentos contra mulheres no Rio Grande do Norte

Foto: Alagoas 24h
Por Josemário Alves / SOS Notícias do RN

A impunidade na violência tem provocado um alto crescimento dos crimes letais e intencionais contra as mulheres no Rio Grande do Norte. Dados do Conselho Estadual de Direitos Humanos e Cidadania (COEDHUCI/RN) mostram um aumento de mais de 8% nos casos de homicídios femininos em 2014, quando comparado com o ano de 2013. O aumento é ainda maior quando é relacionado com os anos de 2011 e 2012, podendo chegar até 67%.

Segundo o especialista em segurança pública Ivênio Hermes, em entrevista exclusiva ao SOS Notícias do RN, o aumento neste tipo de violência é provado pela falta de investimento nas delegacias especializadas.

“A violência contra as mulheres é em parte devida ao sentimento machista que encontra amparo na impunidade contra essa modalidade de violência, além disso, são poucas delegacias de proteção à mulher, e as que existem não abrem à noite, quando o espectro de todas as violências se evidencia”, disse.
Infográfico: Ivênio Hermes
Até o dia 22 de dezembro deste ano, a Polícia Militar tinha registrado 120 mortes violentas de mulheres no estado, contra 111 em 2013, 72 em 2012 e 73 em 2011, números esses que assustam.

Ivênio diz que as medidas de proteção das vítimas não são duradouras e aponta soluções a curto e longo prazo para a redução desses índices.

“Como solução seria necessário, em curto prazo, a construção de albergues básicos para atender às vítimas que geralmente trazem seus filhos, e disponibilidade diuturna de acesso às delegacias. A médio e longo prazo, revisão no processo de investigação no crime contra as mulheres, garantindo uma celeridade compatível com a necessidade da justiça e da polícia. Além disso, lançamento de campanhas ininterruptas de conscientização e criação de canais de acesso mais próximos das realidades das vítimas”, conclui.

Em agosto de 2006, foi criada a Lei nº 11.340, vulgarmente denominada de “Lei Maria da Penha”, para coibir atitudes violentas contra mulheres, entretanto a medida não surtiu o efeito esperado e os índices de crimes de homicídios contra a minoria feminista só aumentam.
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