sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Através do jiu-jitsu, grupo de amigos beneficia crianças carentes em Apodi

Por Josemário Alves / SOS Notícias do RN


Através do Jiu-jitsu, um grupo de amigos de Apodi está se destacando na forma como desenvolvem uma ação social diferenciada para crianças carentes no município. O objetivo é retirá-las das ruas, ocupando seu tempo livre com uma atividade esportiva e evitando que os pequenos ingressem no mundo da criminalidade.


A iniciativa teve início no ano de 2011, quando um grupo de amigos se reuniu e formou uma academia de luta denominada “Apodi Combate”.
Visando a possibilidade de abrir vagas para crianças, a equipe criou o projeto “Luta Cidadã”, que oferece aulas gratuitas de Jiu-jitsu para crianças e adolescentes de 7 a 15 anos.

Liderado por Eribaldo Júnior, Ferdinando Monteiro e Hildo Vieira, a iniciativa já beneficia cerca de 30 crianças.

Para Eribaldo, o “Luta Cidadã” tem grande importância para a sociedade apodiense.
"Diante do acesso que essas crianças tem dentro da sociedade que a gente vive hoje, onde a gente tem o acesso ás drogas, á prostituição e acesso a uma série de problemas sociais existentes dentro do nosso país, um projeto como esse tende a tentar afastar a criança disso ai, e apesar do projeto ser um projeto de esporte, onde sugere a formação de atletas, isso é uma coisa que é secundária no nosso projeto, a gente preza mesmo a formação de pessoas de bem e que formem cidadãos vencedores dentro da nossa sociedade", comentou.

O projeto tem dado tão certo, que o grupo já tem colhido frutos. Vivian Pinto, a única garota integrante do “Luta Cidadã”, foi medalhista representando a cidade de Apodi no Circuito RN Podium de Jiu-jitsu em 2012.
De acordo com Eribaldo Júnior, a única dificuldade do projeto é a manutenção do mesmo, que só é possível graças a doações e da força de vontade do grupo “Apodi Combate”.

"O nosso principal material de trabalho é o nosso ambiente, o nosso espaço, que foi cedido pelo Lar da Criança Pobre de Apodi, depois disso a gente tem o tatame que foi cedido amigavelmente pelas escolas estaduais. É um material um pouco caro que a gente não tem condições de comprar ainda. Com relação aos kimonos, que é a roupa que a gente veste, vem de doação", concluiu.

Eribaldo alerta que qualquer criança interessada pode participar e aprender o Jiu-Jitsu, uma modalidade esportiva sadia que servirá pra toda a vida. O projeto também está apto a receber doações, para isso, basta procurar um dos integrantes do grupo “Apodi Combate” em sua sede no bairro Cohab.
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