quarta-feira, 13 de maio de 2015

Acusado de estuprar e matar garota pega 32 anos de prisão

Joguei ela no chão, ela morreu rápido”, disse Poliano Cantarelle, em julgamento nesta terça-feira (12) acusado de estuprar e matar a garota Cíntia Lívia, de 12 anos, na Praia das Emanuelas, em Tibau. Afirmou que foi tomado pelo sentimento de ódio e raiva contra a mãe e irmã da garota.

Segundo ele, no momento em que matou Cíntia Lívia, em Tibau, “me deu um ódio tão grande dentro de mim”. Afirma ter tido um relacionamento amoroso com a mãe e a irmã de Cíntia, Vânia Maria de Araújo e Jadina de Araújo.

O julgamento estava previsto de começar às 9h, teve início às 10h, com a chegada do réu ao plenário da Câmara Municipal. No desembarque, familiares de Cínthia Lívia fizeram um protesto, pedindo justiça em cartazes e gritando.

Um parente precisou ser contido pela Policia Militar. A mãe de Cínthia Lívia sentou no chão chorando. Ela não teve coragem de assistir o depoimento de Poliano Cantarelle contanto como cometeu o crime.


Após ouvir testemunhas, familiares e o reu Poliano Cantarelle, a juíza Uefla Fernandes concedeu tempo de uma hora de 30 minutos para o promotor Rafael Galvão defender a tese de acusação no plenário. Em seguida o mesmo tempo foi concedido ao advogado José Galdino da Costa, que defende os interesses do réu.

O julgamento foi encerrado a meia noite, Poliano Cantarelle foi condenado pelo Tribunal Júri Popular, em Areia Branca, a 32 anos de prisão.


O caso: 
Na manhã do dia 26 de julho de 2012, em Tibau, o corpo da menina Cíntia Lívia, de 12 anos, foi encontrado dentro de um poço, em uma casa localizada na Praia das Emanoelas. Cíntia havia desaparecido no sábado (21).
A delegada regional da Polícia Civil na época, Daniele Filgueira, confirmou que se tratava da menina desaparecida. “Pelas características físicas e vestimentas da criança, confere com a menina Cíntia Lívia”, afirmou a delegada que solicitou urgência nos exames que confirmam a identidade e a causa da morte.
O corpo da menina foi encontrado em avançado estado de decomposição. O perito Joaquim Guimarães acredita que “pelo estado que o corpo foi encontrado, estava no poço há quatro dias sem vida”.
O caso gerou grande revolta popular. O corpo foi encontrado por dois caseiros; Raimundo Nonato da Silva, 53 anos, e Francisco de Assis Bezerra, 60 anos; ambos faziam a limpeza de uma casa localizada na Praia das Emanoelas, Rua Ossivaldo Florêncio Pereira. A residência pertence a uma família de Assu.
Da Redação / SOS Notícias do RN
Com informações do Mossoró Hoje
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