segunda-feira, 18 de maio de 2015

Em Apodi, oficina promove campanha contra exploração sexual infantil

Da Redação / SOS Notícias do RN
Foto: Ariverton Oliveira

Nesta segunda-feira, 18 de Maio, data em que se comemora o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, a Secretaria de Assistência Social, por intermédio do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, em parceria com o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), promoveu uma oficina em debate sobre o tema em questão.

O evento aconteceu no auditório do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Apodi. Com o tema: "Eu faço bonito 
– Proteja nossas Crianças e Adolescentes", o evento reuniu profissionais da assistência social, professores e sociedade em geral.

De acordo com Maressa Libna, assistente social do CREAS, o objetivo da oficina foi quebrar um tabu que existe em torno da questão do abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes, além de esclarecer a sociedade diante desse problema social. “O nosso objetivo é quebrar um silêncio que existe em torno da violência sexual contra crianças e adolescentes. Nós precisamos desconstruir essa questão de que a família é uma instituição somente para proteger, infelizmente se configura como um espaço contraditório que a gente precisa intervir no sentido de proteger essas crianças e adolescentes”, explica.



Maressa explica ainda que a maioria das vítimas são meninas, associa isso pelo fato do Brasil ser um país machista. “Tem um recorte todo de gênero nesse tipo de violência, a maioria das vítimas são as meninas. As estatísticas do UNICEF mostram que entre três e quatro uma criança do sexo feminino vai sofrer abuso sexual na vida. Os meninos um para seis e dez. Daí você percebe que a diferença nos números é bem exorbitante”, explica ainda.

Os casos de violência mais comuns, segundo Maressa, é o abuso sexual com contato físico, que em sua grande maioria acontecem dentro do próprio ambiente familiar.

A psicóloga do CRAS, Raíssa Freire, lembra que são poucos os casos que são noticiados. “Precisamos dar visibilidade a isso, as pessoas precisam ficar atentas e proteger junto com a gente, por isso estamos fazendo essa campanha tão grandiosa que vai de maio até novembro", diz.

A psicóloga pede para a sociedade ficar atenta e, que não se esqueça de denunciar em caso de violação de direitos. “
É importante que as pessoas disquem 100, as denúncias são anônimas, vão para Brasília e são repassadas aos municípios. Precisamos tirar essa ideia de que eu não posso ver, eu não posso falar, eu não posso ouvir. Quem se omite, está encobrindo um ato criminoso”, destacou.

Na ocasião, alunos do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), apresentaram uma peça teatral sobre o tema.

A Data:

No ano 2000, o dia 18 de maio foi constituído pela Lei Federal n° 9.970 como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

Essa data foi escolhida em razão do crime que comoveu toda a nação brasileira em 1973, o Caso Araceli, onde uma menina de oito anos de idade foi cruelmente assassinada após ter sido violentada em Vitória, no estado do Espírito Santo.

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