quinta-feira, 14 de julho de 2016

Procuradora da República explica porque gente como Wilma e Rosalba estão fora da prisão

(Arte gráfica: Josemário Alves)

Você fica revoltado quando vê políticos denunciados por desvios vivendo livremente como se fossem anjos? Pois bem, este é o caso das ex-governadoras Wilma de Faria, atualmente no PTdoB, e Rosalba Ciarlini, no PP.

Em entrevista, a procuradora da República Thaméa Danelon, do Núcleo de Combate à Corrupção do Ministério Público de São Paulo, explicou bem explicadinho porque gente como elas duas e seus assessores não estão atrás das grades.

O texto a seguir é do jornalista Cézar Alves, publicado na sua coluna ‘Retratos do Oeste’ no portal MOSSORÓ HOJE.

Durante o governo Wilma de Faria, foram tantos escândalos, que não lembro precisamente. A Operação Higia está entre eles. Este, especialmente este, me chama mais atenção pela gravidade que é tirar milhões, dezenas de milhões da saúde do Rio Grande do Norte. Obviamente que não preciso dizer nada sobre o caos que vivemos naqueles tempos.

Wilma de Faria governou de 2003 a 2010 e o mal que deixou no RN foi ter plantado a raiz da violência nas ruas e principalmente ter deixado a estrutura de saúde em estado deplorável, enquanto o filho dela, Lauro Maia, saqueava os recursos da saúde. Hoje, Lauro é condenado a 16 anos de prisão, mas está em casa, curtindo o dinheiro desviado.

Rosalba Ciarlini assumiu em 2011, contingenciou mais de 90% dos recursos da saúde por quase 2 anos, um ato deste por si só já é criminoso suficiente para o autor ser punido com prisão perpétua. Obviamente que os serviços de saúde entraram em colapso. Impossível se calcular quantos morreram. O fato é que a referida Rosalba decretou calamidade pública na saúde do RN.

E porque fez isto? Simples, para contratar a solução do caos que ela mesma causou sem licitação.

Só na implantação do Hospital da Mulher, em Mossoró, foram pelo ralo, pelo menos, R$ 11 milhões. Ela responde em processos civis e criminais por este desvio milionário. O processo tramita na Justiça bem devagarinho, quase parando.

Para se ter uma ideia da velocidade, basta-se observar que os oficiais de Justiça passaram mais de um ano para localizar Rosalba Ciarlini para se defender no processo.

E não ficou só nisto. Assim como Wilma, Rosalba também demonstrou profundo desprezo pela segurança pública e fez esta maldade com maestria. Pegou o mal plantado por Wilma de Faria e botou adubo quando deixou voltar para os cofres federais os recursos para construir presídios no Rio Grande do Norte, exatamente o motivo da violência brutal que vivemos hoje.

Os outros setores também foram tratados com crueldade de 2003 a 2014. Para não dizer que nada funcionou, destacaria o trabalho do então secretário de Energia de 2007 a 2009, Jean Paul Prates, quando projetou e trouxe os parques eólicos para o litoral norte e sul do Estado. Agora ele trabalha, mesmo longe do governo, para trazer usinas de energia solar.

Rosalba, assim como Wilma de Faria, não estão na cadeia, segundo deixou claro a procuradora da república Thaméa Danelon, porque as leis de combate a corrupção as favorece. Aqui também destaco que realmente a Lava Jato é um ponto fora da curva. A regra é a impunidade que goza Wilma e Rosalba. Para elas, o crime de corrupção foi e é altamente compensatório, apesar dos estragos violentos que causam na vida das pessoas.

Se o sistema de combate a corrupção não for mudado no Brasil, gente como Rosalba, Wilma, Lauro Maia e tantos roubos vão continuar impunes, como estão. Daí destaco a fala de Thaméa Danelon mais uma vez, onde ela cita que o Congresso Brasileiro precisa aprovar e a presidência da república precisa sancionar o projeto às 10 Medicas contra a Corrupção, proposta pelo Ministério Público Federal com apoio de mais de 2 milhões de brasileiros. Com estas leis, os processos contra corruptos serão julgados logos e os ladrões dos cofres públicos vão ficar muitos anos na prisão e terão tudo que foi roubado confiscado pelo Governo.

Em tese, Wilma de Faria e Rosalba Ciarlini, assim como todos os seus auxiliares nos crimes que são acusadas diretas ou indiretamente, não estão presas não porque são inocentes, e sim porque as leis brasileiras assim permitem. Permitem que fiquem entupindo os processos de “embargos” até os crimes prescreverem, como aconteceu com os sanguessugas de Mossoró.
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