sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Servidoras da Central do Cidadão de Apodi alegam perseguição por não terem votado em Flaviano

(Foto: Josemário Alves)
 
Quatro funcionárias da Central do Cidadão de Apodi procuraram a Câmara Municipal nesta quinta-feira (06) para denunciar suposta perseguição política dentro do órgão estadual. Elas destacaram que poderão ser afastadas da Central porque não votaram no atual prefeito, Flaviano Monteiro, nas eleições de domingo passado (02).

Tratam-se de Alice Marinho, atendente da Junta do Serviço Militar, Maria da Saúde, recepcionista, Marilene Sales, atendente do IPERN, e Marilene Sales, atendente do SINE. Ambas são servidoras concursadas da Secretária Estadual de Educação (SEEC) e estão cedidas à Secretaria de Trabalho, Habitação e Assistência Social (SETHAS) para trabalharem na Central do Cidadão.

Elas contaram ao Blog do Josemário.com que tiveram acesso a um e-mail enviado ao Governo do Estado onde solicitava a devolução das quatro à Secretaria de Educação. Ao questionarem o diretor da unidade sobre o motivo, elas receberam como resposta que a solicitação de devolução teria sido feita pelo atual vice-prefeito.

Devido a isso, as quatro funcionárias ligaram o caso ao fato de não terem votado no prefeito do município. Elas revelaram que antes das eleições foram ‘sondadas’ sobre suas intenções de voto.

“Antes das eleições, a irmã do diretor me procurou lá na Central e eu disse que não votava em Flaviano. Ela foi e perguntou: porque você não vai votar? Eu disse que tinha votado nele, mas como gestor ele foi péssimo, e que não ia repetir meu voto errado novamente”, contou Maria Madalena.

Além disso, vários outros fatores levam as servidoras a crer que o afastamento da Central tenha como motivação perseguição política.

“Estão querendo amordaçar a gente, colocar cabresto, não existe mais isso. Eu sou funcionária pública há 30 anos e essa é a primeira vez que sou perseguida”, acrescentou Madalena.

Procurado, o gerente da Central do Cidadão Luís Rego explicou ao blogueiro Josenias Freitas que o fato ocorrido é normal, e que independe dele, enquanto administrador do órgão, pois os nomes foram solicitados diretamente de Natal, e a ele coube cumprir apenas ordens.

“Fizemos apenas o que está dentro de nossa responsabilidade, cumprimos ordem, isso é 
normal dentro de repartições públicas, cargos comissionados estão sujeitos a essa questão”, afirmou.

As funcionárias destacam que vão procurar o Ministério Público, para que seja tomada as medidas cabíveis. “Nós vamos procurar saber quais são nossos direitos. Vamos procurar o Ministério Público”, concluiu Maria da Saúde.
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