quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

“O povo de Apodi está sendo vítima de uma manobra política”, declara Alan sobre fechamento da maternidade pela APAMI

(Foto: Josemário Alves)
Diante da notícia de que a Maternidade Claudina Pinto amanheceu de portas fechadas nesta quinta-feira (21), o prefeito de Apodi Alan Silveira emitiu uma nota de esclarecimento em que lamenta a situação e explica que a responsabilidade pela administração da instituição não é da Prefeitura, e sim, da Associação de Proteção à Maternidade e a Infância (APAMI).

Alan foi categórico ao afirmar que “o povo de Apodi está sendo vítima de uma manobra política, orquestrada por adversários”, e que mesmo tendo tentado resolver a situação aguardando a prestação de contas, decretando novos prazos e colocando sua cara à tapa, não viu ações concretas da direção da APAMI em solucionar a problemática, muito pelo contrário, viu “ecoar um silêncio ensurdecedor e uma comunicação que apenas era feita em blogs com o intuito de confundir a opinião pública”.

Na nota, o prefeito reafirma que, apesar dos ataques políticos, não desistirá, não irá temer, muito menos vacilar. “Não repassarei mais 1 centavo seque à APAMI, enquanto a Maternidade Claudina Pinto for usada para manipulações políticas e jogos sujos”, destaca.

Confira a nota na íntegra:

Venho por meio desta nota, possuído por um verdadeiro sentimento de tristeza, informar que não posso assumir a culpa pelo fechamento da Maternidade Claudina Pinto. Em primeiro lugar, é importante deixar claro que a responsabilidade pela condução da administração da Maternidade não é da Prefeitura Municipal de Apodi e sim da APAMI. Logo em seguida, gostaria de enfatizar sobre os princípios da legalidade que regem o repasse do valor à Maternidade. Ele deve ser feito por meio da celebração de um convênio, que é composto por diversas obrigatoriedades das partes. No que tangem as condições para a consolidação do repasse, a APAMI precisaria cumprir regras claras, acordadas e que garantem a transparência e a clareza do processo. Eu não tenho poder sobre o dinheiro que me comprometi a repassar. É um dinheiro do povo, e por isso não poderia cometer a irresponsabilidade de repassar sem as devidas prestações de contas. Não falo de planilhas rasas em Excel emitidas com o intuito de ludibriar a opinião pública, mas falo da prestação de contas como deve ser feita no serviço público, acompanhada de notas fiscais, de cotações e de tudo que se faz direito.

O povo de Apodi está sendo vítima de uma manobra política, orquestrada por adversários que viram na Maternidade uma grande oportunidade de praticar ações com o objetivo de usurpar o seu real objetivo social. Como não sou sócio e não possuo poderes para determinar os andamentos do caminho da APAMI, apenas me cabe a função de garantir que o convênio seja cumprido pelas duas partes. Fui teimoso, decretei novos prazos, esperei, participei, coloquei a minha cara à tapa, mas do outro lado apenas vi ecoar um silêncio ensurdecedor e uma comunicação que apenas era feita em blogs com o intuito de confundir a opinião pública. A APAMI declarou o fechamento de suas portas mesmo tendo recebido mais de 1 milhão de reais da nossa gestão no ano de 2017. Fechou as suas portas com o objetivo de me colocar contra a parede e contra o povo de Apodi.

Meus opositores não aprenderam ainda, mas terão mais uma boa oportunidade, que eu não desisto das batalhas que fui convocado para travar. Não desistirei, não temerei e não vacilarei. Se o meu papel, enquanto Prefeito de Apodi é garantir um serviço de qualidade para as nossas gestantes, trabalharei com todo o sangue e suor para fazer isso acontecer, mas afirmo, com toda a convicção, que não repassarei mais 1 centavo seque à APAMI, enquanto a Maternidade Claudina Pinto for usada para manipulações políticas e jogos sujos.

Amargarei dias escuros e sombrios, tendo que submeter as nossas grávidas a outras cidades até que eu resolva de forma definitiva este problema, mas é isto que agora se torna o meu foco e é para isso que vou fazer valer o cargo que o povo me confiou.

Ao meu lado estão o Ministério Público Estadual, o Conselho Municipal de Saúde, o Tribunal de Contas e o povo, a quem escancaro agora toda a verdade e sempre falei abertamente sempre que fui perguntado. Não vou compactuar, não vou ceder, não vou abrir mão do que eu acredito pois foi assim que cheguei até onde estou. Todas as minhas energias serão para trazer uma solução que melhore e que agrade ao povo da minha cidade.

Alguns me julgam como certo, outros me julgam como errado, mas só o tempo poderá mostrar que o caminho da verdade sempre vence. A todos peço um pouco de paciência. Às grávidas do meu município, peço desculpas pelos meses de apreensão e de incertezas, mas prometo que tudo isso passará e que voltaremos a prestar um serviço digno e de qualidade.

A todos os funcionários da APAMI, que a partir de agora ficam desamparados, desejo sorte e muita força neste processo de encerramento de um ciclo e farei o que for possível para atender e pleitear ao lado de todos vocês as demandas que me forem colocadas.

As portas se fecham agora, mas muitas outras se abrirão e concluo dizendo que não abro mão da prestação de contas. Preciso entender onde foi empregado todo o dinheiro que o povo de Apodi confiou nas minhas mãos e que por bem repassei à nossa Maternidade. Este não é o fim mas o começo de um novo momento.

Aos que acham que enfraquecem, vocês são o combustível para que eu queira sempre fazer melhor por todo o povo de Apodi.
Alan Silveira
Prefeito Municipal de Apodi

FACENE Mossoró

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